Ser Pai

SER PAI

Quando nasce um bebê em nossa casa ou quando nos dispomos a acolher uma criança nascida em outro lar, assumimos a mais grave e, ao mesmo tempo, a mais honrosa missão que Deus há concedido ao homem no planeta. Igualmente assumimos deveres impostos pelas leis civis, que reconhecem no lar a primeira escola, o primeiro hospital e o primeiro templo daquele pequeno ser, saturado de energia vital e de infinitas esperanças. Nós, os pais, assumimos, assim, deveres espirituais perante Deus e deveres civis perante os homens.

Dois resultados inscrevem-se à nossa frente. O primeiro e mais ambicionado, a felicidade de termos podido atender à excelsa confiança de Deus em nós, construindo no filho uma pessoa capaz de engrandecer a vida. Ou o segundo, que seria o infortúnio de desatendermos à própria vida, quando faltamos ao dever cívico de amparar, educar e conduzir, em seus primeiros passos, aquele novo membro da sociedade que compomos.

Assim é o despertar da consciência paterna, caminho auspicioso de nos identificarmos com o Pai Eterno, Criador da Vida, ou dele nos afastarmos, quando não alcançamos a dimensão humano-divina da paternidade.

A família, que é a célula fundamental da sociedade, é o lugar do Senhor, por isso que o lar é o domicílio da criatura humana. Domicílio é palavra de etimologia latina, que traz em sua estrutura a palavra domus, que quer dizer senhor. Logo, nosso domicílio é a Casa do Senhor. Nas sociedades antigas, o senhor era o patriarca. Hoje, por ação da mensagem de amor do Evangelho, o senhor da casa é o servidor do lar, porquanto tem consciência de seus deveres divinais de amar e servir.

Por isso, a verdadeira dimensão de pai se instala em nós quando temos a felicidade de estendê-la aos filhos de todos os pais, enxergando em qualquer criança, como em qualquer pessoa em situação de fragilidade, um irmão nosso a convocar-nos a ação paternal em seu benefício.  Ser pai, então, na dimensão espírita, é ser paternal com todas as pessoas, forma adulta e madura de amar incondicionalmente.

Vivam a alegria deste dia os pais que recebem o reconhecimento amoroso de seus filhos. Mas alegrem-se perante Deus os pais de filhos ingratos. Um dia voltarão como filhos pródigos e os pais precisam estar plenamente conscientes de que o amor paterno não se reduz, da mesma forma que sabemos infinito o amor de Deus.

Deus conosco, neste Dia dos Pais.

Humberto Vasconcelos.

Recife, agosto de 2017.

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