Boas Obras

”Brilhe a vossa luz” – disse-nos o Mestre -, e muitas vezes julgamo-nos unicamente no dever de buscar as alturas mentais.
E suspiramos inquietos pela dominação do cérebro.
Contudo, o Cristo foi claro e simples no ensinamento.
“Brilhe também a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos Céus”.
Não apenas pela cultura intelectual.
Não somente pela frase correta.
Nem só pelo verbo flamejante.
Não apenas pela interpretação eficiente das Leis Divinas.
Não somente pela prece labial, apurada e comovedora.
Nem só pelas palavras e pelos votos brilhantes.
É indiscutível que não podemos menosprezar a educação da inteligência, mesmo porque a escola, em todos os planos, é obra sublime com que nos cabe honrar o Senhor, mas Jesus, com a referência, convidava-nos ao exercício constante das boas obras, seja onde for, pois somente o coração tem o poder de tocar o coração, e, somente aperfeiçoando os nossos sentimentos, conseguiremos nutrir a chama espiritual em nós, consoante o divino apelo.
Com o amor estimularemos o amor…
Com a humildade geraremos a humildade…
Com a paz em nós ajudaremos a construir a paz dos outros…
Com a nossa paciência edificaremos a paciência alheia.
Com a caridade em nosso passo, semearemos a caridade nos passos do próximo.
Com a nossa fé garantiremos a fé ao redor de nós mesmos.
Atendamos, pois, ao nosso próprio burilamento, porquanto apenas contremplando a luz das boas obras em nós é que os outros entrarão no caminho das boas obras, glorificando a Bondade e a Sabedoria de Deus

EMMANUEL
Psicografia de Chico Xavier,
do livro “Palavras de Vida Eterna”

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